Sal: Homens encapuçados tentam assaltar uma rádio comunitária

11-06-2011 14:41

 

Mais um caso de assalto à mão armada na ilha do Sal. Desta vez, a Rádio Comunitária África 70 foi invadida por quatro homens encapuçados munidos de uma arma, na madrugada de segunda-feira.

Sal: Homens encapuçados tentam assaltar uma rádio comunitária

Os homens, munidos de uma arma, tentaram arrombar a porta para entrar, mas o guarda fez alguma resistência e os assaltantes acabaram por desistir. O caso já está sob a alçada da Polícia Judiciária.

Este assalto à rádio comunitária vem engrossar o índice deste tipo de criminalidade na ilha do Sal. Nos últimos meses têm sido notícia constante os casos de crimes de assaltos com recurso a arma de fogo. Em Março deste ano, uma mercearia foi assaltada por dois homens encapuçados em Chã de Matias, na zona periférica da cidade de Espargos.

Na altura, os assaltantes estavam na posse de uma arma de fogo arrombaram uma das janelas gradeadas para entrarem na loja. Mas foram surpreendidos pelo proprietário, que foi agredido. Ainda assim conseguiram fugir com algum dinheiro.

Outro caso de assalto à mão armada e que já deu muito que falar é o do posto da Enacol em Santa Maria envolvendo três jovens. Estes homens terão também assaltado uma residência na Murdeira e o hotel Riu Funaná. Os suspeitos estavam sob investigação judicial desde Novembro passado, quando ocorreu o primeiro caso de assalto. Encapuçados e munidos de uma arma, agrediam as vítimas e roubavam dinheiro e outros pertences.

Os suspeitos foram presos e apresentados ao Tribunal da Comarca do Sal em Fevereiro deste ano, tendo ficado os três em regime de prisão preventiva. Em Maio último, um dos suspeitos fugiu da cadeia. Tiu Ali aproveitou o horário de visitas para saltar a parede. Dias depois foi recapturado na cidade turística de Santa Maria.

Recentemente, o comandante de PN falou sobre os casos de assaltos na ilha do Sal e pediu a colaboração da população no sentido de agir na prevenção e que façam denúncias, qualquer que sejam os casos. Manuel Tomás disse também que no Sal há um baixo número de agentes, o que dificulta o trabalho da polícia. “Não tivemos aumento do número de elementos. Houve sim uma troca. O número de agentes que veio para cá é o mesmo que saiu para outras corporações”, fundamenta.