Mais de 50 armas de guerra desaparecidas do armazém da Terceira Região Militar

10-06-2011 15:40

 

 Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) - Mais de 50 armas de guerra, entre elas, makarov, AKM e granadas, desapareceram do armazém central de logística do quartel militar de Eugénio Lima, da Terceira Região Militar, na Cidade da Praia. 


Uma fonte militar garantiu, hoje, à Inforpress, que o desaparecimento dessas armas foi descoberto na sexta-feira, 03 de Junho, “sendo que, num inventário de rotina feito há pouco tempo, não foi detectado esse desaparecimento”.

“Essas armas têm sido desviadas há muito tempo e pouco a pouco. Por isso, conseguiram roubar essa quantidade”, frisou. 
De acordo com a mesma fonte, neste momento, encontram-se detidos e sob investigação nove soldados, suspeitos de estarem envolvidos no desaparecimento das armas de guerra, “que já começaram a colaborar”.

Até agora, “já há confirmação de que a AKM apreendida pela Polícia Nacional, no último fim-de-semana, na zona de Vila Nova, Cidade da Praia, na sequência de um tiroteio, “veio do armazém”.

O tiroteio resultou em dois feridos, um polícia e o atirador, este que faleceu ontem, no Hospital Agostinho Neto.

As mesmas fontes confirmaram à Inforpress que, com a colaboração dos soldados detidos, efectivos da Companhia de Polícia Militar da Terceira Região Militar cercaram a zona de Cobón, com tropas entre Achada de Santo António, Palmarejo e Tira-Chapéu.

Informações avançadas pela mesma fonte confirmam que a operação, decorrida durante a madrugada de hoje, envolvendo cerca de 60 militares, serviu para a “recuperação de uma pequena quantidade dessas armas desaparecidas”.

Contactado pela Inforpress, o Estado-Maior das Forças Armadas (FA) adiantou que é prematuro tecer qualquer comentário ou levantar hipóteses sobre o assunto, sublinhando, apenas, que as FA estão atentas.

No que se refere à arma apreendida pela Polícia Nacional, na sequência do tiroteio em Vila Nova, o responsável da Comunicação, capitão António Graça, adiantou que as FA não receberam qualquer notificação, nem da polícia, nem de outra instituição.

Entretanto, afirmou que a “AKM” não é exclusiva das FA, dando conta que a Polícia Nacional, os guardas prisionais e outras instituições paramilitares têm na sua posse a mesma arma.